segunda-feira, 22 de agosto de 2016

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Giovanna E lorrayne

VEZES VERBO
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as vozes verbais:
a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)
b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva
c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Por exemplo:
O menino feriu-se.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade.
Por exemplo:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Formação da Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.

1- Voz Passiva Analítica
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do verbo principal.
Por exemplo:
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.
Obs. : o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a preposição de.
Por exemplo:
A casa ficou cercada de soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase.
Por exemplo:
A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das frases seguintes:
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)

O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)

O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
c)Ele fará o trabalho. (futuro do presente)

O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva analítica com outros verbos que podem eventualmente funcionar como auxiliares.
Por exemplo:
A moça ficou marcada pela doença.
2- Voz Passiva Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.
CuriosidadeA palavra passivo possui a mesma raiz latina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado de voz passiva como sendo a voz que expressa a ação sofrida pelo sujeito.
Na voz passiva temos dois elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA PASSIVA.
 Amianto - SuperCombo

Moça, sai da sacada
Você é muito nova pra brincar de morrer
Me diz o que há, o quê que a vida aprontou dessa vez?

Venha, desce daí
Deixa eu te levar pra um café, pra conversar
Te ouvir
E tentar te convencer

Que a vida é como mãe
Que faz o jantar e obriga os filhos a comer os vegetais
Pois sabe que faz bem
E a morte é como pai
Que bate na mãe e rouba os filhos do prazer de brincar
Como se não houvesse amanhã

Moça, não olha pra baixo
Aí é muito alto
Pra você se jogar
Vou te ouvir
E tentar te convencer
(Somos programados pra cair)

Que a vida é como mãe
Que faz o jantar e obriga os filhos a comer os vegetais
Pois sabe que faz bem
E a morte é como pai
Que bate na mãe e rouba os filhos do prazer de brincar
Como se não houvesse amanhã

Mas, tudo bem, nem sempre estamos na melhor

Moço, ninguém é de ferro
Somos programados pra cair

Camila, Flávia, Giovana V. e Mirelle


Gênero Textual Entrevista

A Entrevista é um dos gêneros textuais com função geralmente informativa, veiculado sobretudo pelos meios de comunicação: jornais, revistas, internet, televisão, rádio, dentre outros.
Há diversos tipos de entrevistas dependendo da intenção pretendida: a entrevista jornalística, entrevista de emprego, entrevista psicológica, a entrevista social, dentre outras. Elas podem fazer parte de outros textos jornalísticos, por exemplo, a notícia e a reportagem.
Trata-se de um texto marcado pela oralidade produzido pela interação entre duas pessoas, ou seja, o entrevistador, responsável por fazer perguntas, e o entrevistado (ou entrevistados), quem responde às perguntas.
A Entrevista possui uma função social muito importante, sendo essencial para a difusão do conhecimento, a formação de opinião e posicionamento crítico da sociedade, uma vez propõe um debate sobre determinado tema, donde o discurso direto é sua principal característica.
Ou seja, as palavras proferidas pelo entrevistado e o entrevistador são transcritas de maneira fidedigna e, portanto, pode haver muitas marcas de oralidade bem como observações (geralmente entre parênteses) que descrevem as ações de ambos, por exemplo: (risos).
No entanto, é notório um tipo de formalismo nas entrevistas, exposto pela linguagem utilizada entre ambos, com apresentação de um discurso coerente.

Características

  • Textos informativos e/ou opinativos
  • Presença do entrevistador e do entrevistado
  • Linguagem dialógica e oral
  • Marca do discurso direto e da subjetividade
  • Mescla da linguagem formal e informal
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Estrutura da Entrevista

Para produzir uma entrevista esteja atento à sua estruturação:
  • Escolha do Tema: a entrevista pode ser um texto em que você vá utilizar para dar consistência a um outro trabalho, ou mesmo, para conhecer melhor o trabalho de outra pessoa. Seja qual for o tema escolhido, por exemplo, o novo livro do escritor, fica claro que ele deverá comparecer à entrevista.
  • Elaboração de Roteiro: Feito a escolha do tema e do entrevistado, é muito importante a elaboração de um roteiro de forma que o entrevistador o tenha em mãos na hora da entrevista. Além disso, pesquise, analise e estude sobre o tema, pois como a entrevista garante a presença de alguém podem surgir outras perguntas durante, a partir das respostas do entrevistador. O roteiro deverá ter um objetivo claro e ser apresentado em formas de perguntas e cuidado para que não fique muito longo, no entanto, tenha outras perguntas em mente se for necessário.
  • Título: Se necessário, coloque um título na entrevista. Ele norteará melhor o objetivo delimitando o tema proposto, bem como seduz o leitor à sua leitura. Por exemplo: Entrevista com Eduardo Pereira: apontamentos sobre sua nova obra. Se necessário faça uma introdução (que pode ser curta), mas que informe o leitor do que será discutido. Nesse caso, apresente o assunto que será discutido, bem como o perfil do entrevistado e sua experiência profissional.
  • Revisão: A parte final é tão importante quanto a inicial. Afinal, não adianta ter as ideias e apresenta-las de maneira informal, ou seja, um texto que não abrigue coerência e coesão. Se a intenção é fazer uma entrevista com o entrevistado e depois apresentar para um público leitor, você deverá utilizar uma câmera ou gravador e depois realizar o trabalho de Transcrição das falas de ambos.

Exemplos de Entrevista

Segue abaixo a entrevista (escrita e em vídeo) entre o jornalista Júlio Lerner e a escritora brasileira Clarice Lispector, veiculada no programa “Panorama”, da TV Cultura, dia 1 de fevereiro de 1977, ano da morte da escritora.
Exemplo 1 : Trecho da Entrevista Escrita
Clarice Lispector, de onde veio esse Lispector?
É um nome latino, não é? Eu perguntei a meu pai desde quando havia Lispector na Ucrânia. Ele disse que há gerações e gerações anteriores. Eu suponho que o nome foi rolando, rolando, rolando, perdendo algumas sílabas e foi formando outra coisa que parece “Lis” e “peito”, em latim. É um nome que quando escrevi meu primeiro livro, Sérgio Milliet (eu era completamente desconhecida, é claro) diz assim: “Essa escritora de nome desagradável, certamente um pseudônimo…”. Não era, era meu nome mesmo.
Você chegou a conhecer o Sérgio Milliet pessoalmente?
Nunca. Porque eu publiquei o meu livro e fui embora do Brasil, porque eu me casei com um diplomata brasileiro, de modo que não conheci as pessoas que escreveram sobre mim.
Clarice, seu pai fazia o que profissionalmente?
Representações de firmas, coisas assim. Quando ele, na verdade, dava era para coisas do espírito.
Há alguém na família Lispector que chegou a escrever alguma coisa?
Eu soube ultimamente, para minha enorme surpresa, que minha mãe escrevia. Não publicava, mas escrevia. Eu tenho uma irmã, Elisa Lispector, que escreve romances. E tenho outra irmã, chamada Tânia Kaufman, que escreve livros técnicos.
Você chegou a ler as coisas que sua mãe escreveu?
Não, eu soube há poucos meses. Soube através de uma tia: “Sabe que sua mãe fazia um diário e escrevia poesias?” Eu fiquei boba…
Nas raras entrevistas que você tem concedido surge, quase que necessariamente, a pergunta de como você começou a escrever e quando?
Antes de sete anos eu já fabulava, já inventava histórias, por exemplo, inventei uma história que não acabava nunca. Quando comecei a ler comecei a escrever também. Pequenas histórias.
Quando a jovem, praticamente adolescente Clarice Lispector, descobre que realmente é a literatura aquele campo de criação humana que mais a atrai, a jovem Clarice tem algum objetivo específico ou apenas escrever, sem determinar um tipo de público?
Apenas escrever.
Você poderia nos dar uma ideia do que era a produção da adolescente Clarice Lispector?
Caótica. Intensa. Inteiramente fora da realidade da vida.
Desse período você se lembra do nome de alguma produção?
Bem, escrevi várias coisas antes de publicar meu primeiro livro. Eu escrevia para revistas — contos, jornais. Eu ia com uma timidez enorme, mas uma timidez ousada. Eu sou tímida e ousada ao mesmo tempo. Chegava lá nas revistas e dizia: “Eu tenho um conto, você não quer publicar?” Aí me lembro que uma vez foi o Raimundo Magalhães Jr. que olhou, leu um pedaço, olhou para mim e disse: “Você copiou isso de quem?” Eu disse: “De ninguém, é meu”. Ele disse: Você traduziu?” Eu disse: “Não”. Ele disse: “Então eu vou publicar”. Era sim, era meu trabalho.
Você publicava onde?
Ah, não me lembro… Jornais, revistas.
Clarice, a partir de qual momento você efetivamente decidiu assumir a carreira de escritora?
Eu nunca assumi.
Por quê?
Eu não sou uma profissional, eu só escrevo quando eu quero. Eu sou uma amadora e faço questão de continuar sendo amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever. Ou então com o outro, em relação ao outro. Agora eu faço questão de não ser uma profissional para manter minha liberdade.


(Lorrayne S, Giovanna Alves, Adrielle R e Camille G )-_-
 Aposto

Primeiramente, vejamos o que é aposto. Observe a frase a seguir:

Manoel, português casado com minha prima, é um ótimo engenheiro.

Veja que o trecho “português casado com minha prima” está explicando quem é o sujeito da oração “Manoel”. Esse trecho é o aposto da oração.

Observe a próxima:

Foram eles, os meninos, que jogaram a bola no seu quintal ontem.

Mais uma vez temos um trecho (aposto) “os meninos” explicando um termo anterior: Foram eles... Eles quem? Os meninos.

Podemos concluir que o aposto é uma palavra ou expressão que explica ou que se relaciona com um termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo.

Vocativo

Observe as orações:

1. Amigos, vamos ao cinema hoje?
2. Lindos, nada de bagunça no refeitório!

Os termos “amigos” e “lindos” são vocativos, usados para se dirigir a quem escuta de formas ou intenções diferentes, como nos períodos anteriores: a utilização de um substantivo na primeira frase e de um adjetivo na segunda. Podemos concluir que:

Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido.

Camila, Flávia, Giovana V. e Mirelle.
Por Enquanto
                        (Legião Urbana)
Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
  Ana Luísa,Nycole e Laisa
                                          HISTÓRIA 'O GIGANTE EGOÍSTA"                                                                                                    Todas as tardes, quando vinham da escola, as crianças iam brincar para o jardim do Gigante. Era um jardim grande magnífico, coberto de relva macia e verde. Aqui e ali despontavam flores lindas como estrelas e havia doze pessegueiros que, com a chegada da Primavera, floresciam em tons de cor-de-rosa e pérola e, no Outono, ficavam carregados de esplêndidos frutos. As aves pousavam nas árvores e cantavam tão suavemente que as crianças interrompiam os seus jogos para as ouvir.
- Que bem que se está aqui! -diziam umas às outras.
Um dia, o Gigante regressou. Tinha ido visitar o seu amigo, o Ogre [1] da Cornualha, e demorara-se por lá sete anos. Ao fim de sete anos, tinha dito tudo o que havia para dizer, porque a sua conversa era limitada, e decidiu voltar ao castelo. Quando chegou, viu as crianças a brincar no jardim.
- Que fazeis aqui? -gritou ele, com voz severa.
E as crianças fugiram.
-Este jardim é muito meu – sentenciou[2] o Gigante.
-Que todos o fiquem sabendo. Não consinto que ninguém venha para aqui divertir-se a não ser eu próprio.
Ergueu então um muro muito alto a toda a volta do jardim e afixou nele o seguinte aviso:
É proibida a entrada Os transgressores serão castigados.
Era muito egoísta este Gigante. Agora as pobres crianças não tinham onde brincar. Tentaram brincar na estrada, mas havia muita poeira e pedras grossas, o que não lhes agradou. Depois das aulas, vagueavam à roda do muro, conversando sobre o belo jardim que existia do outro lado.
- Como éramos felizes lá dentro! -comentavam entre si.
Chegou então a Primavera e por todo o lado havia flores e chilreavam avezinhas. Só no jardim do Gigante continuava o Inverno. As aves não lhes apetecia ir lá cantar porque não havia crianças e as árvores esqueceram-se de florir. Um dia, uma linda flor ergueu a cabeça acima da relva, mas, quando viu o aviso, teve tanta pena das crianças que se sumiu de novo na terra e adormeceu. Os únicos seres satisfeitos eram a Neve e a Geada.
- A Primavera esqueceu-se deste jardim! -exclamavam elas. - Por isso, podemos ficar aqui todo o ano.
A Neve cobriu a relva com o seu imenso manto branco e a Geada pintou de prata todas as árvores. Convidaram depois para viver com elas o Vento Norte que aceitou o convite. Estava envolto em peles e rugia todo o dia pelo jardim, derrubando as chaminés.
- Que lugar admirável! -disse ele. -Temos de convidar também o Granizo.
E, assim, veio o Granizo. Diariamente, durante três horas, rufava[3] nos telhados até partir a maior parte das ardósias[4] e corria, depois, pelo jardim, o mais depressa que lhe era possível. Vestia de cinzento e tinha um hálito frio como gelo.
- Não percebo porque é que a Primavera tarda tanto -pensava o Gigante Egoísta sentado à janela a olhar para o seu jardim branco de neve.
-Espero que o tempo melhore.
Mas a Primavera nunca veio e nunca veio o Verão. Com o Outono, chegavam frutos maduros a todos os jardins, menos ao do Gigante.
- O Outono é muito egoísta, -considerava o Gigante, enquanto o Inverno reinava no seu jardim e o Vento Norte, a Geada, o Granizo e a Neve dançavam por entre as árvores.
Uma bela manhã, estava o Gigante ainda deitado, mas já desperto, quando ouviu uma música encantadora. Soava tão docemente aos seus ouvidos que supôs serem os músicos do rei que passavam. Na realidade, era apenas um pintarroxo que lhe cantava à janela; mas havia já tanto tempo que não ouvia o canto dos pássaros no seu jardim que aquilo lhe pareceu a música mais bela do mundo. Então o Granizo deixou de rufar-lhe nos telhados, o Vento Norte deixou de rugir e chegou-lhe, pela janela aberta, um perfume delicioso.
- Parece que a Primavera chegou, finalmente! -exclamou o Gigante, saltando da cama e olhando para o jardim. E que viu ele? Viu um espectáculo deslumbrante. Por um buraco pequeno no muro, as crianças tinham passado para o jardim e estavam empoleiradas nos ramos das árvores. Havia uma criança em cada árvore. E as árvores ficaram tão contentes com o regresso da pequenada que de novo se cobriram de flores e agitavam suavemente os ramos sobre as suas cabecitas. As aves esvoaçavam e chilreavam alegremente, as flores, por entre a relva, espreitavam e riam. Era um espectáculo encantador e só num recanto do jardim permanecia ainda o Inverno. Ali estava um miúdo tão pequeno que não conseguia trepar à árvore e andava de um lado para o outro, chorando amargamente. A pobre árvore continuava cheia de neve e geada; por cima dela ainda soprava e rugia o Vento Norte.
- Sobe, meu menino -disse a árvore, inclinando os ramos o mais que podia, mas a criança era pequenina demais. O coração do Gigante enterneceu-se, ao olhar lá para fora.
-Tenho sido tão egoísta! -reconheceu ele. - Agora percebo a razão por que a Primavera não aparecia. Vou pôr o rapazinho em cima da árvore e depois vou derrubar o muro. O meu jardim será, para sempre o lugar de recreio das crianças.
Estava realmente arrependido do que tinha feito. Desceu então a escada, abriu a porta devagarinho e chegou ao jardim. Mas as crianças, ao vê-lo, fugiram aterradas, e o Inverno voltou ao jardim. Só o rapazinho não fugiu, porque tinha os olhos cheios de lágrimas e não se apercebeu da chegada do Gigante. O Gigante, aproximando-se cautelosamente, pegou-lhe com todo o carinho e pô-lo em cima da árvore. Logo a árvore se encheu de flores, vieram pássaros cantar e o rapazinho, estendendo os braços para o Gigante, abraçou-o e beijou-o. As outras crianças, quando viram que o Gigante já não era mau, voltaram a correr; e com elas voltou a Primavera.
- Agora, este jardim é vosso, meus meninos! -declarou o Gigante.
Pegou então numa picareta enorme e derrubou o muro. E, ao meio-dia, as pessoas que iam para o mercado viram o Gigante a brincar com as crianças no mais belo jardim que jamais tinham contemplado. Brincaram todo o santo dia e, quando a noite chegou, foram despedir-se do Gigante.
- Onde está o vosso companheiro? -perguntou ele. -Aquele que eu pus em cima da árvore. O Gigante gostava muito dele porque o tinha beijado.
- Não sabemos nada dele -responderam as crianças. -Foi-se, embora.
- Se o virem, digam-lhe que não falte amanhã. As crianças responderam que não sabiam onde ele morava e que antes nunca o tinham visto; e o Gigante ficou muito triste.
Todas as tardes, ao saírem da escola, as crianças vinham brincar com o Gigante. Mas o rapazinho de quem o Gigante mais gostava não voltou a ser visto. O Gigante era muito bondoso para todas as crianças, mas suspirava pelo seu primeiro amiguinho e falava dele muitas vezes. Gostava tanto de o tornar a ver! -repetia ele. Passaram os anos e o Gigante envelheceu e enfraqueceu muito. Como já não podia brincar, sentava-se numa poltrona enorme a ver brincar as crianças e a admirar o seu jardim.
- Tenho muitas flores bonitas -dizia - , mas as crianças são as mais bonitas de todas.
Certa manhã de Inverno, enquanto se vestia, olhou pela janela. Agora já não odiava o Inverno porque sabia que era apenas a Primavera adormecida e que as flores repousavam. De repente, esfregou os olhos de espanto, olhou e tornou a olhar. Era, sem dúvida, um espectáculo maravilhoso. No recanto mais afastado do jardim, estava uma árvore completamente revestida de flores alvacentas[5]. Eram áureos os ramos e argênteos[6] os frutos que dela pendiam. E debaixo da árvore estava o rapazinho de quem ele tanto gostava. Cheio de alegria, o Gigante desceu apressadamente a escada para chegar ao jardim. Atravessou rapidamente a relva e aproximou-se do pequenino; mas, ao vê-lo, ficou vermelho de cólera.
- Quem se atreveu a magoar-te? -perguntou, vendo feridas de pregos nas palmas das mãos e nos pés do pequenito.
- Quem se atreveu a magoar-te? -gritou o Gigante. -Diz-me sem demora e vou já matá-lo com a minha espada.
- Não -respondeu a criança -, estas são as feridas do Amor.
- Então quem és tu? -quis saber o Gigante, sentindo-se invadido por um estranho sentimento e ajoelhando-se diante da criança.
Esta sorriu e respondeu:
- Um dia, deixaste-me brincar no teu jardim. Hoje, virás comigo para o meu, que é o Paraíso. E, nessa tarde, quando as crianças correram para o jardim, encontraram o Gigante morto, debaixo da árvore, e todo coberto de flores alvacentas.
Oscar Wilde

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
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Renato Russo.
Boa Tarde <3
(musica para refletir)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Amortiroxina

USO ADULTO E PEDIÁTRICO   USO INTRAVENOSO

COMPOSIÇÃO 

Cada dose de amortiroxina contém:

Amortiroxina................................500mg

Carinhonina..................................700mg

Beijosticina....................................500mg

Paixonite........................................250mg

Sulfato de sorrisos.........................800mg

Saudadiroxina...............................900mg

DR.................................................500mg

 

 1_Para que este medicamento é indicado?

Este medicamento é indicado a:

_Terapia de afeto ou suplementação afetiva em pacientes com solidão aguda,mal humor,ou depressão de qualquer causa.Qualquer sentimento negativo pode ser tratado com amortiroxina.

2_Como este medicamento funciona?

Este é um medicamento que contém em sua fórmula uma substância chamada amortiroxina.O amortiroxina é um sentimento normalmente fabricado pelo órgão coração.Amortiroxina é prescrita pelo crush para suprir a deficiência sentimental(coração de pedra).

3_Quando não devo usar este medicamento?

Amortiroxina não deve ser utilizada em caso de intolerância aos componentes da fórmula ,decepção amorosa,"bad"não tratada(resutado de términos ou brigas,deprezo do crush).

Não há contraindicações relativas a faixas etárias.

Ana Luísa S Andrade



 

 

 

 Cry Baby - Melanie Martinez

 (Tradução)

Bebê Chorão

Você parece trocar seu cérebro com seu coração
Você leva as coisas na ofensiva e então desmorona
Você tenta explicar, mas antes de começar
Aquelas lágrimas de bebê chorão saem do escuro
 
Alguém está girando a manivela da torneira nos seus olhos
Você está derramando onde todos possam ver
Seu coração é grande demais para o seu corpo, é por isso que não cabe aí dentro
Você está derramando onde todos possam ver

Eles te chamam de bebê chorão, bebê chorão, mas você está pouco se fodendo
Bebê chorão, bebê chorão, então você ri através de suas lágrimas
Bebê chorão, bebê chorão, porque você está pouco se fodendo
Lágrimas caem no chão, você apenas deixa eles se afogarem
 
Você apenas deixa eles se afogarem, bebê chorão, bebê chorão
Você está totalmente sozinho e você perdeu todos os seus amigos
Você disse a si mesmo que não é você, são eles
Você é de um tipo que ninguém entende
Mas aquelas lágrimas de bebê chorão continuam voltando novamente

Alguém está girando a manivela da torneira nos seus olhos
Você está derramando onde todos possam ver
Seu coração é grande demais para o seu corpo, é por isso que não cabe aí dentro
Você está derramando onde todos possam ver

Eles te chamam de bebê chorão, bebê chorão, mas você está pouco se fodendo
Bebê chorão, bebê chorão, então você ri através de suas lágrimas
Bebê chorão, bebê chorão, porque você está pouco se fodendo
Lágrimas caem no chão, você apenas deixa eles se afogarem
 
Bebê chorão, bebê chorão, você apenas deixa eles se afogarem
Bebê chorão, bebê chorão, você apenas deixa eles se afogarem

Eu olho para você e vejo eu mesma
Eu te conheço melhor do que ninguém
Eu tenho a mesma torneira nos meus olhos
Então suas lágrimas são minhas


Eles me chamam de bebê chorona, bebê chorona, mas estou pouco me fodendo
Bebê chorona, bebê chorona, eu rio através das minhas lágrimas
Bebê chorona, bebê chorona, porque estou pouco me fodendo
Lágrimas caem no chão, eu apenas deixo eles se afogarem
 
Bebê chorona, bebê chorona, eu apenas deixo eles se afogarem
Bebê chorão, bebê chorão, você apenas deixa eles se afogarem
Eles te chamam de bebê chorão, bebê chorão, eu apenas deixo eles se afogarem
Bebê chorão, bebê chorão, você apenas deixa eles se afogarem

Flávia, Giovana Vitòria, Keren e Mirelle.

A pequena vendedora de flores TAYNARA

https://www.youtube.com/watch?v=S1LbCQ5EkaA

ilha das flores LAISA

https://www.youtube.com/watch?v=KAzhAXjUG28
Ela Só Quer Paz-Projota


Ela é um filme de ação com vários finais
Ela é política aplicada em conversas banais
Se ela tiver muito a fim, seja perspicaz
Ela nunca vai deixar claro, então entenda sinais

É o paraíso, suas curvas são cartões postais
Não tem juízo, ou se já teve, hoje não tem mais
Ela é o barco mais bolado que aportou no seu cais
As outras falam, falam, ela chega e faz

Ela não cansa, não cansa, não cansa jamais
Ela dança, dança, dança demais
Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás

Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com flow do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz

Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer

Notícias boas pra se ler nos jornais
Amores reais, amizades leais
Ela entende de flores, ama os animais
Coisas simples pra ela são as coisas principais

Sem cantada, ela prefere os originais
Conheceu caras legais, mas nunca sensacionais
Ela não é as suas nega rapaz
Pagar bebida é fácil, difícil é apresentar pros pais

Ela vai te enlouquecer pra ver do que é capaz
Vai fazer você sentir inveja de outros casais
E você vai ver que as outras eram todas iguais
Vai querer comprar um sítio lá em Minas Gerais

Essa mina é uma daquelas fenomenais
Vitamina, é proteína e sais minerais
Ela é a vida, após a vida
Despedida pros seus dias mais normais
Pra que mais?

Ela não cansa, não cansa, não cansa jamais
Ela dança, dança, dança demais
Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás

Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com flow do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz

Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz


(Lorrayne Stephane E Camille Gabriele)-_-
Mc Pedrinho - Nosso Amor

Queria tá navegando
E te contando
E te falando
O quanto que eu te amo

A gente se abraçando
A gente se beijando
Nosso amor pelo ar
Vai se espalhando

Não conheci o amor
Só conhecia a bondade
E hoje conheci você
Que é amor de verdade

O teu jeito de sorrir
O teu jeito de falar
Fico meio perturbado
Quando vejo seu olhar

Você é quem me faz feliz
E me faz delirar
E você quem fez
Eu por ti se apaixonar!

Vou estar com você
Quando mais precisar
Querendo ou não querendo
Comigo pode contar

Duvide da luz dos astros
Que o sol tenha calor
Dúvida até da verdade
Mas confia em mim, amor
Mas confia em mim, amor

Duvide da luz dos astros
Que o sol tenha calor
Dúvida até da verdade
Mas confia em mim, amor, ooh
Mas confia em mim, amor, ooh
Mas confia em mim, amor

No mundo do amor
Eu to viajando
Contando os segundos
Que o sol tá acabando

Queria tá navegando
E te contando
E te falando
O quanto que eu te amo

A gente se abraçando
A gente se beijando
Nosso amor pelo ar
Vai se espalhando

Não conheci o amor
Só conhecia a bondade
E hoje conheci você
Que é amor de verdade

O teu jeito de sorrir
O teu jeito de falar
Fico meio perturbado
Quando vejo seu olhar

Você é quem me faz feliz
E me faz delirar
E você quem fez
Eu por ti se apaixonar!

Vou estar com você
Quando mais precisar
Querendo ou não querendo
Comigo pode contar

Duvide da luz dos astros
Que o sol tenha calor
Dúvida até da verdade
Mas confia em mim, amor
Mas confia em mim, amor

Duvide da luz dos astros
Que o sol tenha calor
Dúvida até da verdade
Mas confia em mim, amor, ooh
Mas confia em mim, amor, ooh
Mas confia em mim, amor

No mundo do amor
Eu to viajando
Contando os segundos
Que o sol tá acabando

Contando os segundos
Que o sol tá acabando

No mundo do amor
Eu to viajando
Contando os segundos
Que o sol tá acabando

( Lorrayne Stephane, Giovanna Alves, Camille Gabriele e Adriele Rodrigues ) -_-

Ela ama a patria tanto que nao comemora so no dia que o calendário manda mais sim no dia que ela quer!!!!!


                                                Música :Êxodo(Maneva)

Êxodo da grande cidade,
Completei maior idade,
Vou morar junto do mar.
Deixar pra trás velhas paisagens,
Que trago nas tatuagens,
Das lembranças de um lugar.
Num arco-íris preto e branco,
Sentimentos nada francos,
Sorriso familiar.
Quero um amor pra todo dia,
Sem pensar na despedida,
Pra poder voltar a sonhar.

Que venha com,
Cabelo solto,
Sorriso fácil,
Despreocupado,
Dar um abraço,
Poder me desligar.
Linda morena,
Feições amenas,
Faço os meus versos,
Como um poema.

Sem fazer vezes pra vaidade,
Prezo a minha liberdade,
O meu direito de sonhar.
Eu sei de todas desvantagens,
E também de todos males,
Quando a saudade apertar.
Quero ser livre como vento,
Intenso como o momento,
De um casal sobre o altar.
Dar um sentido pra minha vida,
Sem viver numa mentira,
Pra poder voltar a sonhar.


Que venha com,
Cabelo solto,
Sorriso fácil,
Despreocupado,
Dar um abraço,
Poder me desligar.
Linda morena,
Feições amenas,
Faço os meus versos,
Como um poema.
(Lorrayne Stephane, Giovanna Alves, Adriele Rodrigues e Camille Gabriele ) -_-