DESLOQUE
A INFORMAÇÃO EM VEZ DE DESLOCAR O CORPO
A
crise econômica que há alguns anos vem se arrastando no Brasil, além de solapar
a ascensão social de significativa parcela da população, deteriora ainda as
possibilidades de melhoria da Educação Básica deste país.
Relacionar
Educação Básica à inclusão digital se faz mister, pois, tem na cognição um
ponto forte pelo uso efetivo das tecnologias de informação e comunicação – TICs
– em todas as suas potencialidades.
Ao
se falar em taxas da inclusão digital, analisa-se apenas o percentual de
computadores e disponibilidade de acessos à internet comparados à população
total. Não obstante, desconsidera-se a qualidade dos acessos e se estão ou não
promovendo substancial melhoria no bem estar das pessoas.
Partindo
do ponto de vista daqueles que já estão regular e qualitativamente incluídos no
mundo digital, as TICs conseguem ser inovadoras em diversas vertentes em que
opera, como na educação, possibilitando o diálogo entre alunos e professores
dos locais mais distintos, intercambiando experiências, compartilhando ideias e
ampliando o conceito de escola que deixa de ser um local fixo (e rígido) e se
transfere para empresas e lares.
O
mundo corporativo também vem se alterando e, atualmente, não são poucas as
empresas a aderir o home office,
pois, poupam em estrutura física, tempo de deslocamento e, em muitos casos,
ampliam a satisfação dos funcionários. A Educação Superior há algum tempo
aderiu as novas tecnologias para adequar o ensino à distância, não somente no
Brasil (muito pelo contrário, a novidade antes veio de fora), mas
principalmente importantes universidades como Havard ou MIT já têm diversos
cursos disponibilizados na rede. Assim, criou-se um ditado quase popular:
“desloque a informação em vez de deslocar o seu corpo”.
No
entanto, retomando às colocações iniciais, como fica a inclusão digital no
Brasil? Aqui Considerar-se-á como foco a Educação Pública. Como tratar este
tema num campo cujo qual ainda falta o básico: carteiras, livros, lanches,
energia, professores preparados ou motivados, gestão comprometida com um
ensino-aprendizagem significativo e transformador, políticas públicas realistas
(...)? Ou ainda, como incluir alunos num universo no qual os próprios
professores ainda se encontram excluídos?
Se
as TICs há algum tempo fazem parte do cotidiano social, os excluídos digitais
também o são da sociedade. É como não saber ler num mundo letrado, ou não saber
falar a mesma língua que o interlocutor. É estar à margem de uma estrada
movimentada sem conseguir espaço para se integrar ao fluxo. É mais uma
modalidade de exclusão criada pelo homem moderno e cabe a ele próprio desenvolver
politicamente a solução.
Gizelle C. Soares de Faria
16/05/2016
Quando
usar "em vez de" e "ao invés de"?
Tanto "em vez de" quanto "ao
invés de" podem ser usados para expressar ideias opostas. Exemplo: a frase
"em vez de acordar cedo, João dormiu até tarde" é tão correta quanto
"ao invés de acordar cedo, João dormiu até tarde". A diferença é que
"ao invés de" carrega apenas o sentido de oposição, enquanto "em
vez de" pode ser aplicado também quando o sentido é de substituição. Ou
seja: na frase "em vez de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu
cheque" está correta, mas "ao invés de pagar com cartão de crédito,
Maria preferiu cheque" está errada. Veja mais alguns casos:
Com
ideias opostas, as duas locuções estão corretas:
Ao invés de descer, o elevador subiu.
Em vez de descer, o elevador subiu.
Quando a ideia é de substituição, apenas "em vez de" pode ser usado:
Em vez de viajar de trem, fui de avião.
Ao invés de viajar de trem, fui de avião.
http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/quando-usa-vez-ao-inves-63696
Ao invés de descer, o elevador subiu.
Em vez de descer, o elevador subiu.
Quando a ideia é de substituição, apenas "em vez de" pode ser usado:
Em vez de viajar de trem, fui de avião.