quinta-feira, 19 de maio de 2016

GISELE. INCLUSÃO DIGITAL

DESLOQUE A INFORMAÇÃO EM VEZ DE DESLOCAR O CORPO
A crise econômica que há alguns anos vem se arrastando no Brasil, além de solapar a ascensão social de significativa parcela da população, deteriora ainda as possibilidades de melhoria da Educação Básica deste país.
Relacionar Educação Básica à inclusão digital se faz mister, pois, tem na cognição um ponto forte pelo uso efetivo das tecnologias de informação e comunicação – TICs – em todas as suas potencialidades.
Ao se falar em taxas da inclusão digital, analisa-se apenas o percentual de computadores e disponibilidade de acessos à internet comparados à população total. Não obstante, desconsidera-se a qualidade dos acessos e se estão ou não promovendo substancial melhoria no bem estar das pessoas.
Partindo do ponto de vista daqueles que já estão regular e qualitativamente incluídos no mundo digital, as TICs conseguem ser inovadoras em diversas vertentes em que opera, como na educação, possibilitando o diálogo entre alunos e professores dos locais mais distintos, intercambiando experiências, compartilhando ideias e ampliando o conceito de escola que deixa de ser um local fixo (e rígido) e se transfere para empresas e lares.
O mundo corporativo também vem se alterando e, atualmente, não são poucas as empresas a aderir o home office, pois, poupam em estrutura física, tempo de deslocamento e, em muitos casos, ampliam a satisfação dos funcionários. A Educação Superior há algum tempo aderiu as novas tecnologias para adequar o ensino à distância, não somente no Brasil (muito pelo contrário, a novidade antes veio de fora), mas principalmente importantes universidades como Havard ou MIT já têm diversos cursos disponibilizados na rede. Assim, criou-se um ditado quase popular: “desloque a informação em vez de deslocar o seu corpo”.
No entanto, retomando às colocações iniciais, como fica a inclusão digital no Brasil? Aqui Considerar-se-á como foco a Educação Pública. Como tratar este tema num campo cujo qual ainda falta o básico: carteiras, livros, lanches, energia, professores preparados ou motivados, gestão comprometida com um ensino-aprendizagem significativo e transformador, políticas públicas realistas (...)? Ou ainda, como incluir alunos num universo no qual os próprios professores ainda se encontram excluídos?
Se as TICs há algum tempo fazem parte do cotidiano social, os excluídos digitais também o são da sociedade. É como não saber ler num mundo letrado, ou não saber falar a mesma língua que o interlocutor. É estar à margem de uma estrada movimentada sem conseguir espaço para se integrar ao fluxo. É mais uma modalidade de exclusão criada pelo homem moderno e cabe a ele próprio desenvolver politicamente a solução.
Gizelle C. Soares de Faria
16/05/2016
Quando usar "em vez de" e "ao invés de"?
Tanto "em vez de" quanto "ao invés de" podem ser usados para expressar ideias opostas. Exemplo: a frase "em vez de acordar cedo, João dormiu até tarde" é tão correta quanto "ao invés de acordar cedo, João dormiu até tarde". A diferença é que "ao invés de" carrega apenas o sentido de oposição, enquanto "em vez de" pode ser aplicado também quando o sentido é de substituição. Ou seja: na frase "em vez de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está correta, mas "ao invés de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está errada. Veja mais alguns casos:
Com ideias opostas, as duas locuções estão corretas:
Ao invés de descer, o elevador subiu.
Em vez de descer, o elevador subiu.

Quando a ideia é de substituição, apenas "em vez de" pode ser usado:
Em vez de viajar de trem, fui de avião.
Ao invés de viajar de trem, fui de avião.
http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/quando-usa-vez-ao-inves-63696